Matematicamente falando…
Quando se fala de ano zero, a primeira ideia que nos
vêm à ideia é o ano zero da faculdade. Mas a faculdade da vida tem mais para
nos ensinar.
Há muito tempo atrás, li numa revista que a evolução
só foi possível porque houve um ser unicelular que estava farto de viver num
charco, queria mudar de vida e, mais importante, resolveu fazer alguma coisa
para isso acontecer.
Muitas vezes ao longo da nossa vida temos momentos
em que nos sentimos na “estaca zero”. Quer seja por motivos pessoais ou
profissionais, parece que está tudo contra nós. Nessas situações temos dois
caminhos a seguir: Ou nos tornamos umas velhinhas de Centro de Saúde que
coleccionam doenças e queixumes ou fazemos qualquer coisinha para mudar a nossa
situação. È claro que é mais fácil pormos a culpa no resto do Mundo e restantes
habitantes do Universo, ou dizer que é o Destino ou a vontade de Deus! É o peso
da força da inércia que nos prende ao sofá e ao comando da televisão.
Mas como a toda a regra tem excepção, ainda existem
algumas pessoas insatisfeitas mas que para além de quererem mudar, fazem algo
para mudar. E isso irrita tanto as outras pessoas insatisfeitas! Para além das
suas mazelas de saúde, criticam as outras por quererem mudar, por querem
aprender mais ou por querem fazer aquilo que realmente gostam.
Já Churchill dizia “Quem
não aprende as lições da História, está condenado a repeti-la.” Sendo a vida
uma linha com muitos pontos de origem, pela matemática sabemos que antes do
zero existem os números negativos. Talvez sejam sinais de aviso, um código para
nos apercebermos que se aproxima outro ponto de partida.
Por isso, excepto se for sócio da Renova ou de outra
marca de lenços de papel, pare de chorar pelo leite derramado, pelo emprego
perdido, pelo casamento acabado ou pela amizade traída. Seja ecológico: chorar
desidrata o seu organismo e por cada maço de papel morre uma árvore. Aprenda matemática e descubra que as
probabilidades estão do seu lado. Do que é que está à espera? Do tiro de
partida?